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Toxoplasmose, evite com medidas simples e
cuidados com seu gato
Publicado
em 29 de outubro de 2007
Alguns
pacientes com aids apresentam sintomas
parecidos aos de um tumor cerebral. No
entanto, exames radiográficos mostram
que esse “tumor” é, na verdade, uma
reação inflamatória no sistema
nervoso central causada por um parasita
chamado Toxoplasma gondii,que chega ao
cérebro pela corrente sanguínea.
Pacientes com aids tem uma defesa
imunológica deficiente: os toxoplasmas
conseguem se desenvolver com facilidade
e vão formando o tumor. As
manifestações dependem do local do
cérebro onde ela está instalada, mas o
mais freqüente é a perda nos
movimentos dos membros, como acontece
nos “derrames”. O diagnóstico
correto e os medicamentos existentes
promovem, geralmente, o desaparecimento
completo dos sintomas iniciais.
Nas
pessoas que tem seu sistema de defesa
competente, o Toxoplasma é eliminado
com facilidade, de 80 a 90% delas nem
sabem que foram contaminadas. Apenas 10%
apresentam sintomas como ínguas, dores
pelo corpo, febre, que podem ser
diagnosticados pelo médico experiente e
por exames de sangue. A Toxoplasmose
não se transmite de pessoa para pessoa,
a não ser durante a gestação. A
mulher grávida se estiver contaminada,
mesmo que sem sintomas, pode transmitir
esse parasita para o bebê que está se
formando e causar malformações
importantes que vão prejudica-lo por
toda a vida. Isso pode ser evitado com o
pré-natal realizado desde o início da
gravidez e todos os postos de saúde
estão capacitados para fazer os exames
que vão prevenir essa situação.
O
hospedeiro do Toxoplasma gondii é o
gato doméstico, por isso muitos
conhecem essa doença como “doença do
gato”. Ele se contamina quando ingere
pequenos animais de caça, como ratos e
pássaros infectados e apenas em seu
organismo o toxoplasma consegue se
multiplicar. Após a multiplicação ele
começa a eliminar nas fezes uma
espécie de “ovo”, chamando oocisto,
que será ingerido por animais de
estimação ou de produção, incluindo
porcos, carneiros, aves e bovinos.
Nesses animais, os oocistos se
desenvolvem e se instalam em seus
músculos. Por isso uma das fontes de
infecção mais comuns da espécie
humana é a ingestão de carne mal
passada, principalmente de porcos e
carneiros. Também a água pode ser um
agente transmissor, se estiver
contaminada com as fezes do gato e o
leite cru, especialmente de cabras.
Portanto,
para evitar essa doença que pode ter
conseqüências importantes nas pessoas
imonodeprimidas, como na aids, nas que
fazem tratamento para o câncer, ou
pessoas muito debilitadas por outras
causas, e também nas gestantes, siga
essas medidas, que também ajudam a
evitar muitas outras doenças:
1. Não ingerir carne crua ou
parcialmente cozida.
2. Lavar bem as mãos e os utensílios
de cozinha, com água morna, após a
manipulação de carne crua.
3. Evitar mexer na terra sem proteção
(luvas) e lavar as mãos logo após.
4. Lavar cuidadosamente frutas e
verduras, antes de ingeri-las.
5. Trocar as caixas de areia dos gatos
diariamente ou pedir que outra pessoa o
faça.
6. Evitar caixas de areia de praças
públicas.
7. Não alimentar seus gatos com carne
crua ou parcialmente cozida.
8. Manter os gatos dentro de casa para
que evite o hábito de caça
9. Combater os agentes mecânicos (
baratas e outros insetos.
Para saber mais sobre esta doença envie
sua pergunta por e-mail ao Centro
Corsini
Telefone (019) 2101 0101
Teleaids 0800 11 12 13
-
Testes com vacina contra o HIV
são suspensos. sexo seguro
continua sendo a melhor forma de
prevenção
Publicado em 29 de novembro
de
2007
Testes
com vacina contra o HIV são
suspensos. Sexo seguro
continua sendo a melhor
forma de prevenção
O
laboratório Merck anunciou,
no último mês de setembro,
a interrupção dos testes
de uma vacina contra a aids,
que parecia estar dando
certo até então. A razão
apontada pelo laboratório
para essa interrupção foi
a constatação de que
alguns indivíduos que
estavam participando dos
testes se contaminaram com o
HIV, apesar de estarem
tomando a vacina. Claro que
isso demonstra que a vacina
não tinha, de fato, o poder
de proteção esperado.
Este
anúncio trouxe uma grande
decepção para a comunidade
científica, pois essa
vacina estava nas últimas
fases da pesquisa e se os
resultados fossem positivos,
em pouco tempo a humanidade
poderia contar com uma
proteção eficiente contra
o HIV, semelhante às
vacinas que tomamos para
doenças como hepatite B,
catapora, tétano, etc.
O
desenvolvimento de uma
vacina, contra qualquer
doença infecciosa, é um
processo bastante demorado e
custoso. Depende, em última
análise, dos cientistas
conseguirem isolar uma parte
do agente infeccioso que,
injetado no ser humano,
tenha o poder de fazer com
que ele produza moléculas e
células que impedem a
infecção quando entramos
em contato com esse agente
vivo. Esse é o princípio
das vacinas.
No
caso da aids, há dois
problemas que dificultam a
descoberta de uma vacina:. O
primeiro é que o vírus HIV
não é igual em todo o
mundo, embora a doença que
ele cause – a aids, seja a
mesma. Então, uma vacina
contra um tipo de vírus
pode não ser efetiva para a
população do mundo todo. E
o segundo problema, talvez
mais importante, é que um
tipo de HIV pode mudar sua
constituição em poucas
semanas, de forma que se
hoje os cientistas conseguem
uma partícula que concluem
que pode ser eficiente, em
pouco tempo os vírus
circulantes mudam seus
componentes e a vacina que
foi produzida não tem mais
efeito. Então, se uma
pessoa é vacinada ela pode
ainda assim se contaminar,
porque o vírus que circula
na população já sofreu
mutações. Talvez isso
tenha acontecido com a
vacina que estava sendo
testada pela Merck.
Voltamos
assim à estaca zero. Sem
vacina à vista, temos que
continuar com as velhas
práticas de prevenção:
adotar práticas de sexo
seguro que impeçam não
somente a infecção pelo
HIV, mas também outras
doenças sexualmente
transmissíveis e as
hepatites virais. Devemos
sobretudo lembrar sempre que
alguns comportamentos nos
impedem de praticar sexo
seguro , sendo o mais
importante e comum o uso de
álcool . Cervejas e outras
bebidas alcoólicas em
excesso nos fazem perder o
controle de nós mesmos, nos
tornando muito mais
vulneráveis à aquisição
dessas doenças.
Dra
Silvia Bellucci (matéria
publicada no Notícias em Trânsito,
da Tranurc, em outubro de
2007)
Mais
informações e testes
gratuitos: Centro Corsini
– (19) 2101 – 0101 ou
envie a sua dúvida para
nosso e-mail
-
Doenças sexualmente
transmissíveis - prazer e dor
Publicado em 22 de outubro
de 2007
Antigamente
as doenças sexualmente
transmissíveis, as DST,
eram chamadas de Doenças
Venéreas. Sabem por que?
Porque a palavra Venéreas
vem da palavra Vênus, a
antiga Deusa do Amor dos
gregos. Deusa do Amor, Deusa
do Prazer. Doenças que
vêem do prazer. Nada mais
romântico e adequado! Pena
que, às vezes, esse prazer
se transforme em dor, quando
junto com ele vem uma DST!
Se você já teve uma DST,
sabe muito bem do que
estamos falando.
Hoje
não se usa mais o termo “doenças
venéreas”, que foi
substituído por “Doenças
Sexualmente Transmissíveis”.
Esta expressão é usada
para denominar todas as
infecções transmitidas
através do contato sexual,
durante relação oral,
vaginal ou anal sem
proteção, ou seja, sem o
uso de preservativo.
As
DST são causadas por
agentes infecciosos que não
podemos ver com nossos olhos
e muitas vezes até as
feridas ou lesões que elas
causam não são percebidas,
passando de um parceiro a
outro, a outro, a outro...
Então você pode estar
contaminado, não percebeu e
vai transmitindo nas
relações sexuais sem
proteção. Já pensou
nisso?
Mas
como não perceber que se
tem uma DST? E os
sintomas?Essa é uma
questão importante. Hoje se
conhece mais de vinte
agentes infecciosos capazes
de causar as DST. Elas podem
se manifestar de diferentes
formas, com maior ou menor
intensidade, dependendo de
muitos fatores. Por exemplo,
a sífilis, a mais famosa de
todas: na primeira
infecção ela causa uma
úlcera (ferida) no órgão
genital masculino ou
feminino, que não dói. Se
o homem não percebe ou se
ela se localiza nos órgãos
genitais internos da mulher,
passa despercebido, mas essa
úlcera está repleta dos
agentes da sífilis que vão
contaminar o parceiro ou a
parceira. E no caso dessa
DST há um agravante porque
essa úlcera se fecha
sozinha, mesmo sem
tratamento. A pessoa
acredita que está curada e
anos e anos depois descobre
que o micróbio ganhou a
circulação sanguínea e se
alojou no cérebro, no
coração e nas grandes
artérias, causando
problemas graves e muitas
vezes incuráveis. Ou
então, a mulher que se
contaminou e engravidou,
descobre que transmitiu a
sífilis para seu bebê
porque não foi feito o
diagnóstico da primeira
infecção. Quantas
conseqüências difíceis de
encarar!
As
DST, em geral, se apresentam
com um desses três sintomas
principais: corrimento,
verruga ou feridas
(úlceras). O diagnóstico
tem que ser feito por um
médico, pois apenas ele
pode recomendar o melhor
tratamento. Só ele vai
saber se é necessário um
antibiótico, por exemplo, a
dose e o tempo de
tratamento, para que o
agente causador seja
completamente eliminado e
não fiquem seqüelas para o
futuro.
Muito
importante: não basta o
tratamento de apenas um dos
parceiros. Os dois devem ser
tratados ao mesmo tempo para
que seja interrompida a
cadeia da transmissão.
Lembretes:
pessoas com DST tem 17 vezes
mais chances de adquirir o
HIV. As Hepatites B e C
também são transmitidas
pelas relações sexuais.
Informe-se
mais - Teleaids - 0800 -11
12 –13
Dra
Silvia Bellucci é diretora
técnica do Centro Corsini
-
Aids no local de trabalho
Publicado em 17/09/2007
No
Brasil, de 1980 até 2002,
foram notificados pelo
Ministério da Saúde
237.588 casos de aids. Ao
longo destes anos, inúmeras
foram as campanhas de
prevenção buscando
informar o maior número
possível de pessoas sobre
as formas de transmissão do
HIV. Porém, estudos
comprovam que não basta
apenas a informação para
que haja mudanças de
atitudes em favor da
prevenção. São
necessárias ações
contínuas e específicas
para que esta informação
seja transformada em
conhecimento voltado para o
cuidado de si.
A
epidemia da aids no Brasil
vem, em toda a sua
história, se modificando e
exigindo novas respostas.
Dentre estas mudanças,
podemos destacar a
feminização, que
corresponde ao aumento de
casos notificados entre as
mulheres; e a
interiorização, que
corresponde ao aumento de
casos notificados em
municípios de médio e
pequeno.
Campinas,
por exemplo, é a 9ª cidade
em número de casos
notificados segundo o
município de residência,
no período de 80-02. Com
maiores números à frente
de Campinas, encontram-se
São Paulo, Rio de Janeiro,
Salvador, Porto Alegre,
Curitiba, Belo Horizonte,
Santos e Ribeirão Preto.
O
grupo etário mais atingido
tem sido o de 20-39 anos,
período que corresponde à
consolidação da
experiência profissional e
produtiva, tanto para homens
quanto para mulheres, o que
significa que a força
produtiva do País está
sendo fortemente afetada
pela epidemia. Em Campinas,
por exemplo, a proporção
de casos em relação à
População Economicamente
Ativa (PEA) é de 1,4%.
A
aids provoca um conjunto de
situações ou fatores que
podem afetar a empresa, como
por exemplo o absenteísmo.
Os funcionários faltam
porque estão doentes,
porque têm de acompanhar um
doente ao serviço de
saúde, ou porque ficam em
casa cuidando de quem
necessita de amparo. Em
nível das relações
sociais no âmbito da
empresa, a aids destaca-se o
medo, a ansiedade, e o
preconceito que, muitas
vezes, interfere na
produtividade ou, em casos
extremos, pode gerar
atitudes de discriminação
explícita e processos
judiciais.
A
aids não é restrita aos
grupos considerados de
risco. A disseminação do
vírus entre pessoas de
ambos os sexos e com
situações conjugais
estáveis demonstra que a
aids é um problema de todos
nós.
O
local de trabalho tem se
mostrado um espaço
privilegiado para a
problematização e
implementação das ações
de prevenção, visto que os
impactos socioeconômicos da
aids atingem fortemente
tanto empregados como
empregadores e que, segundo
dados da Organização
Mundial de Saúde (OMS),
para cada U$ 1,00 investido
em prevenção, poupam-se U$
36,00 com assistência
futura.
Cresce
cada dia mais nas empresas
brasileiras a
responsabilidade social, de
forma a contribuir para a
elevação da qualidade no
meio em que se vive,
operando sob uma concepção
estratégica e uma
compreensão ética. No que
diz respeito à aids,
observamos que esta
responsabilidade social das
empresas pode se realizar
utilizando o local de
trabalho como um espaço
para o comprometimento com a
prevenção, mobilizando os
empregados de modo que,
além deles próprios se
beneficiarem, poderão se
tornar agentes
multiplicadores para
familiares e amigos.
Nos
últimos 20 anos, o Centro
Corsini vem construindo sua
experiência no campo da
aids no local de trabalho.
Iniciando com programas de
educação para a
prevenção, evoluindo para
um convênio de assistência
aos funcionários portadores
de HIV, quando a medicina
privada não reconhecia essa
doença como de sua
responsabilidade. Foram
elaborados diferentes
materiais informativos e
educativos e realizados
incontáveis treinamentos de
recursos humanos em empresas
de todo o Brasil.
Já
nos últimos dois anos, o
Centro Corsini tem se
limitado a realizar
atividades pontuais de
prevenção nas empresas da
região de Campinas e a
manter o atendimento
clínico diferenciado aos
funcionários portadores de
HIV/aids e familiares.
Este
projeto oportuniza o Centro
Corsini a reforçar sua
atuação nesse campo de
trabalho e a refletir sobre
a elaboração de novas
oportunidades de atuação
que respondam ao atual
estágio da epidemia.
OBJETIVO
- Desenvolver ações de
prevenção para HIV/Aids e
Doenças Sexualmente
Transmissíveis nas empresas
de Campinas e região.
Público
alvo – Empresas /
Trabalhadores / Familiares
Estratégias
- 1º É necessário
considerar perspectivas de
intervenção diferenciada
para o empregador e para o
empregado.
- 2º Para conter a
epidemia, o preservativo é
fundamental, o que leva a
necessidade de saturação
de seu uso.
- 3º É necessária a
oportunização de serviços
de informações corretas
sobre a aids, o que nos leva
a divulgação permanente de
uma linha 0800
Em relação ao empregador
temos as seguintes
estratégias:
- Discussão dos impactos
legais, socioeconômicos,
epidemiológicos e
comportamentais da epidemia;
- Divulgação das vantagens
comparativas ao assumir a
responsabilidade social e ao
implantar programas de
prevenção na empresa,
assim como das
possibilidades de marketing
social.
Para o empregado
temos as seguintes
estratégias:
Conscientizar sobre a
importância da prevenção
para a manutenção da
saúde;
- Clarificar conceitos de
prevenção;
- Divulgar informações
corretas ;
- Incentivar o uso de
preservativos para atingir a
sua saturação;
- Divulgar os serviços de
aconselhamento e testagem;
- Divulgar a linha direta
0800.
AÇÕES
1ª - Diagnóstico de
situação e divulgação
dos resultados nos seguintes
segmentos:
Segmento dos empresários e
níveis gerenciais:
* Sensibilização para a
adesão ao Projeto “Aids
no local de trabalho”
* Pesquisa de avaliação
(diagnóstica)
* Seminário de divulgação
de resultados e
apresentação do programa
Segmento dos empregados e
seus familiares:
· Pesquisa CAP
(Conhecimento, Atitudes e
Práticas) – diagnóstica.
2ª - Implementação do
programa “Aids no local de
trabalho”:
Segmento dos empresários e
níveis gerenciais:
- Oficinas e palestras sobre
as questões relativas à
aids;
- Divulgar o Marketing
Social de preservativos
- Disponibilizar material
para gestores de PPA
(.......)
- Incentivar a criação de
políticas para a Aids no
Local de Trabalho;
- Divulgar a Resolução da
OIT
Segmento dos empregados e
familiares:
- Ações diretas para a
mudança de comportamento;
- Atividades em SIPATs e
outras;
- Distribuição de material
de IEC (Informação,
Educação e Comunicação);
- Divulgação da linha
direta Teleaids;
- Formação de Núcleos de
Prevenção.
3ª Monitoramento e
Avaliação do programa “Aids
no local de trabalho”:
Para ambos os segmentos,
elaboração de indicadores
de processo e de pesquisa
para avaliação de mudança
no processo de
implementação.
CRONOGRAMA
ATIVIDADE MÊS
Ampliação do Teleaids e
treinamento da equipe - Mês
1 e 2
Desenho e elaboração dos
instrumentos da pesquisa -
Mês 2
Seminários de
apresentação e
sensibilização nas
empresas - Mês 3
Aplicação dos instrumentos
de pesquisa / análise dos
resultados - Mês 3 e 4
Atividades de prevenção -
Mês 4, 5 e 6
Núcleos de prevenção -
Mês 5
Conselho Empresarial - Mês
5
Avaliação de processo -
Mês 6
Seminário de apresentação
de resultados - Mês 6
DRA. SILVIA B. BELLUCCI
Diretora Técnica do Centro
Corsini
-
Hepatites B e C - Por que
devemos nos preocupar com elas?
Publicado em 07/08/2007
Aline, 17 anos , esteve no
Centro Corsini para fazer o
teste da aids. Como é
habitual, antes desse exame,
ela conversou com um
especialista que confirmou a
necessidade do exame e
esclareceu todas as suas
dúvidas sobre HIV/aids
entre outras doenças
sexualmente transmissíveis
e hepatites virais. No caso
de Aline, a única
situação de risco que ela
relatou foi a realização
de uma tatuagem em um
estúdio amador. O resultado
trouxe a ela, inicialmente,
um grande alívio, pois sua
maior preocupação era a
aids e o exame, naquele
momento, deu negativo. Mas o
alívio se transformou em
preocupação quando os
exames revelaram que era
portadora da hepatite C,
adquirida muito
provavelmente através da
tatuagem.
A
hepatite C é um dos tipos
de hepatites virais cuja
pesquisa se realiza sempre
que se faz um teste da aids,
pois a contaminação, ao
que se sabe até o momento,
se dá pelo sangue
contaminado, como ocorre
também na transmissão do
vírus da aids. O uso
compartilhado de drogas
injetáveis é a forma de
transmissão mais
freqüente, porém outras
são igualmente importantes
e, entre elas, o uso de
instrumentos
perfurocortantes sem
esterilizar: agulhas de
injeção, instrumentos de
manicure, pedicure,
dentista, acupuntura,
tatuagens e piercings. A
transmissão da hepatite C
através da transfusão
sanguínea e derivados do
sangue felizmente hoje é
rara, pois são realizados
exames nos bancos de sangue
que evitam a utilização de
sangue contaminado.
Outro tipo de vírus
causador de hepatite
infecciosa, pesquisada
quando se faz o teste da
aids, é o vírus B ,
causador da hepatite B. Essa
pesquisa é realizada porque
esse vírus se transmite de
maneira exatamente igual ao
HIV: sangue contaminado,
relações sexuais sem
proteção e através da
mãe para o filho, a
transmissão perinatal.
Portanto, se há um risco
para o vírus da aids, há
também risco para a
hepatite B, e ele deve ser
diagnosticado. Da mesma
forma que na hepatite C, as
conseqüências da doença
podem ser extremamente
graves.
Na fase aguda, as hepatites
podem apresentar sintomas:
mal-estar, dor de cabeça,
febre baixa, falta de
apetite, cansaço, fadiga,
dor nas articulações,
náuseas, vômitos, coceira,
desconforto abdominal na
região do fígado e
aversão a alguns alimentos
e cigarro. A icterícia
(amarelo nos olhos)
geralmente inicia-se quando
a febre desaparece e pode
vir após o escurecimento da
urina e do esbranquiçamento
das fezes. O tratamento é,
na maioria das vezes,
sintomático, acompanhado de
repouso e cuidados
alimentares.
Mas
porque Aline ficou tão
preocupada com o
diagnóstico da Hepatite?
Porque ela aprendeu que uma
parcela das pessoas que se
infectam com o vírus B ou
com o C pode evoluir para
formas crônicas da doença,
incluindo algumas muito
graves, como a cirrose
hepática e câncer de
fígado. A hepatite C é
mais grave, pois além de
ser uma infecção
silenciosa (90% dos
infectados desconhecem seu
estado de portador), apenas
de 15 a 20% se curam após a
fase aguda. Na hepatite B
esse número pode chegar
até a 90%. Claro que com
esse diagnóstico, Aline foi
encaminhada para exames
complementares e está hoje
sob o cuidado dos
infectologistas do Centro
Corsini.
Como podemos evitar as
hepatites B e C?
A informação é a primeira
arma que dispomos. Saber
como podemos nos contaminar
pode nos tirar de
situações de risco. Em
relação à Hepatite B, já
temos uma vacina eficiente,
que confere imunidade a 95%
dos indivíduos jovens que
recebem corretamente as
três doses necessárias –
e os postos de saúde
vacinam todos até 19 anos;
o uso de preservativos nas
relações sexuais; o uso
das normas adequadas de
biossegurança para
procedimentos cirúrgicos e
odontológicos; o não
compartilhamento de objetos
de uso pessoal (escovas de
dente, lâminas de barbear,
alicates de unha) e dos
materiais utilizados para
uso de drogas injetáveis e
inaladas (canudinho,
cachimbo, seringas etc).
Para a prevenção da
hepatite C, utilizam-se os
mesmos cuidados da hepatite
B, com a diferença de não
existir vacina contra esse
vírus.
Você sabia?
Que o vírus da hepatite B
é 54 vezes mais infectante
que o vírus da aids e o da
hepatite C, 4 vezes mais.
Quem deseja fazer exames
para hepatites, agende no
tel. (19) 2101-0101,
Dra. Silvia Bellucci é
diretora técnica do Centro
Corsini
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