Dezembro/2007
- O R1626, antiviral
desenvolvido pela
farmacêutica Roche,
demonstra maior eficácia em
estudos iniciais para
terapia da doença.
Um
estudo desenvolvido pela
farmacêutica Roche com um
novo medicamento, ainda
conhecido pelo nome de R1626
e que está em fase de
pesquisa para o tratamento
da hepatite C, demonstrou
uma eficácia promissora
quando administrado em
combinação com os
medicamentos Pegasys®
(interferon peguilado
alfa-2a) e ribavirina. As
análises apontaram que,
após quatro semanas de
tratamento com o esquema
Pegasys® (interferon
peguilado alfa-2a),
ribavirina e R1626, o vírus
da hepatite C não foi mais
encontrado no sangue em até
81% dos pacientes. "O
estudo demonstrou que o
R1626 tem seu efeito
potencializado quando
combinado ao interferon
peguilado alfa-2a mais
ribavirina", afirmou o
investigador principal do
estudo, Dr. Paul Pockros
(Scripps Clinic, San Diego,
Califórnia).
Além
disso, outras análises não
identificaram o
desenvolvimento de
resistência do vírus da
hepatite C ao R1626. "A
atuação do R1626, aliada
à ausência de resistência
do vírus, indica que a
droga poderá ser uma
opção bastante
interessante no tratamento
da hepatite C se for
possível definir um esquema
de doses seguro e aceitável
nos futuros estudos",
comentou o prof. Pockros.
Esses
resultados foram
apresentados, recentemente,
no encontro da Associação
Americana para Estudo de
Doenças do Fígado (AASLD),
em Boston e, atualmente,
outro estudo está em
andamento para investigar
esquemas terapêuticos
diferentes, com dosagens que
combinem o uso do R1626,
Pegasys e ribavirina.
Outras
informações sobre o R1626
e os estudos clínicos podem
ser encontradas no site em www.roche-trials.com.
Sobre
o R1626
O R1626 pertence a uma
classe de antivirais chamada
de inibidores da polimerase,
que estão sendo estudados
em associação à terapia
padrão atual, que é
composta pelo uso de
interferon peguilado alfa-2a
(Pegasys) e ribavirina.
Espera-se que essa tripla
combinação promova o
aumento do número de
pacientes capazes de
eliminar o vírus da
hepatite C do organismo e
aumente as chances de cura
da doença.
Sobre a hepatite C
A
hepatite C, a mais comum
infecção crônica
veiculada pelo sangue, é
transmitida principalmente
através de sangue
contaminado e derivados. As
formas mais comuns de
contágio são o uso de
drogas com agulhas e
seringas compartilhadas e
manipulação com material
contaminado que corte ou
fure a pele, como lâminas,
bisturis, alicates e
agulhas. Em todo o mundo,
estima-se que 180 milhões
de pessoas estejam
infectadas com hepatite C
crônica, com 3 a 4 milhões
de novos casos de infecção
por ano. No Brasil, cerca de
2 milhões tem hepatite C e
quase 90% dos infectados
não sabem que estão com a
doença. A hepatite C é uma
das principais causas da
cirrose, câncer de fígado
e insuficiência hepática,
apesar da possibilidade de
cura.